sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Salto perigoso para se refrescar


Com as altas temperaturas na Grande Vitória, muitas pessoas estão aproveitando as praias e as piscinas para amenizar o calor. Um grupo de meninos, no entanto, resolveu optar por uma alternativa mais radical: saltar da ponte Florentino Avidos, conhecida como Cinco Pontes, para se refrescar.

A reportagem do Jornal A Tribuna (ES), flagrou a cena na tarde de ontem na ponte que liga a Ilha do Príncipe, em Vitória, a São Torquato, em Vila Velha.Um grupo de adolescentes e jovens ignorava o perigo dos cerca de 15 metros de altura e pulava dos arcos da ponte para aproveitar as águas da Baía de Vitória. Outros saltavam do parapeito da estrutura, que tem altura de cerca de 10 metros.

Em um vídeo publicado na internet, eles se intitulam “meninos sem asas” e muitos são menores de idade. Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Vitória, por meio de sua assessoria, afirmou que não há uma lei que proíba a prática.


Segundo a tenente Gabriela Andrade de Carvalho, do Corpo de Bombeiros, a corporação aconselha a população sobre os riscos de pular em águas que não sejam de piscinas. Ela explicou que os bombeiros, no entanto, não fiscalizam se aprática é realizada em áreas como a ponte Florentino Avidos, e sim em locais como praias, lagoas e cachoeiras. Nesses locais, segundo a tenente, há a presença de guarda-vidas. “A orientação é que jamais se pule de qualquer lugar, de qualquer altura, que não se saiba o que tem no fundo.” De acordo com a militar, as águas podem esconder galhos de árvores, objetos cortantes e até pedras. “As pessoas que se arriscarem a pular em locais como a ponte Florentino Avidos podemter escoriações e até sofrer traumatismo craniano”, alertou. O geógrafo, escritor e historiador Willis de Faria, que já realizou pesquisas sobre a ponte, inaugurada em 1928, observou que os pilares estão construídos sobre bases de concreto, o que aumenta o risco de acidentes. “Além disso, há pedras sob os pilares, correntes marítimas e até redemoinhos no local”, ressaltou.

Fonte: Jornal A Tribuna (ES)

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